Trechos de "Qual é, solidão?"

1) A editora Oito e Meio lançará em breve meu novo livro de contos. Vou dando notícias. Por enquanto um trecho curto, com a foto do canivete, herança de meu padrinho



2) Trecho da Orelha, escrita por Miriam Mambrini.



3) O conto que abre "Qual é, solidão" (Editora Oito e Meio) tem seus 14 ou 15 anos. Ele poderia estar incluído em "Estão todos aqui" (Editora Bom-Texto), mas alguma coisa me dizia que não, que ele era do livro "Qual é, solidão?", que, sim, é um livro que tem também 14 anos (que nem meu filho caçula) - aliás, em 2000 foi premiado com o "Bolsa do Autor", da Funarte (mas disso falo depois).



4) Quando escrevi "O solo de Tony" pensava em Pedro Marques, meu professor de violão. O conto não tem nada a ver com a história dele, a não ser o fato de que meu personagem vive fora de casa, fazendo bailes pelo interior. O conto, no final, já teve outra inspiração: Keith Jarret e seu The Köln Concert. Meu personagem não é um pianista desse naipe, mas, na cena final, está possuído, então, sei lá, pode ter chegado perto da genialidade de Keith.



5) Um dos contos que compõem "Qual é, solidão?", escrito tendo como pano de fundo John Coltrane (já falei sobre isso há alguns dias), ficou entre os finalistas do prêmio Off Fllip deste ano (resultado pode ser visto no link: http://www.premio-offflip.net/wp-content/uploads/2014/07/CONTO.pdf). Eu, que escrevo muito sob a perspectiva masculina, tenho em Bebel a personagem principal, um esforço e tanto, saibam disso. Na orelha que Miriam Mambrini escreveu para o livro, ela cita este conto entre os que lhe chamaram a atenção.
O livro, em produção pela Editora Oitoemeio, sairá em breve. Estamos nos últimos retoques. E eu vou dando notícias por aqui.

6) Cigarro, maçã, um berro. "O bravo touro de pata amarela" também faz parte de "Qual é, solidão?", que em breve estará circulando por aí. 


7) Todo escritor é mentiroso, ou melhor, conta mentiras. Mas, no caso desse conto, há muito de meu pai, das histórias dele. Já que o dia dos pais está chegando, fica como homenagem ao Joaquim do Bandolim (que nunca tocou nem esse nem outro instrumento).O conto também estará em "Qual é, solidão?", livro em edição pela Oito e Meio.




8) Em "Qual é, solidão?" conto um encontro entre duas personagens tão comuns em nossas cidades: a menina que vende chicletes e o bêbado. Ela se aproxima dele por notar que ele não sonha, e esta questão irá acompanhá-los durante o dia todo em que caminham por Ipanema. Espero anunciar o dia exato do lançamento do novo livro na próxima semana. Dou notícias.




9) Cézanne pintou goiabas? O personagem de "A goiaba de Cézanne e outras imprecisões" especula nesse sentido, ao se lembrar de um dia em que, estimulado por cogumelos, ele mais olhou que comeu uma goiaba. A história não se reduz a isso, mas parte daí. Mais um conto que estará em "Qual é, solidão?", em edição pela Editora Oito e Meio.


10) "Boa Noite" é um conto curto que narra o encontro de dois "amigos de planura", numa noite muito diferente da que estão acostumados. Estará no "Qual é, solidão?". O livro será lançado em setembro, na segunda quinzena, logo, logo, fecharemos a data.

11) E o "Qual é, solidão?" tá ficando palpável, nem conto. Ou por outra: não tarda muito eu conto. Por falar em tarde, vai aí um trecho de "Algumas cores do fim da tarde", outro conto curto ... e sem ação.


12) Velho, ainda penso que a vida começa sempre com sexo, mas a ciência está aí para me desmentir. Pois bem, meu novo livro (Qual é, solidão?) começa com sexo, muito sexo - o conto "Onde estivemos enquanto era noite". 
A vida pode terminar em sexo? Pode, mas eu só sei de histórias assim contadas por Jorge Amado. Nelas um coronel ou outro morre sobre o corpo das morenas do baiano. Todavia, meu livro acaba com sexo, muito sexo - no conto "Muito prazer".
Não quero fazer paralelo com coisa alguma, mas que é assim meu livro é.



13) 
"A sombra do soldado" é um conto que foi publicado este ano no Suplemento Literário de Minas Gerais. Ele faz parte também da coletânea "Qual é, solidão?" (Edtiora Oito e Meio), em breve "nas ruas".

14)
"Na cara do defunto" se aproveita de parte de uma história que um amigo me contou. Uma dessas histórias que acontecem nas periferias da cidade, onde ser cidadão é algo meio abstrato. No Rio de Janeiro, os moradores de favelas e de bairros afastados convivem com o tráfico de drogas e com as milícias, e estes formam estruturas de poder paralelas, que, de alguma forma, moldam os moradores. A ilustração desse trecho do livro "Qual é, solidão?" é um de quadrinho que fica na minha mesa de trabalho que custou - já faz tempo - R$ 5,00. Um artista naif que, imagino, viva aí na periferia.



15) "Ele e meu cabelo" é um conto que diz pouco sobre cabelo, todavia, entre uma penteada e outra de cabelo, um homem e uma mulher se enfrentam. Ele parece oprimi-la, mas não necessariamente, ou melhor, ele a oprime, e ela não se entrega. Algo assim. E estará em "Qual é, solidão?".




16) "Silvos breves" é um conto antigo e que junta vários tempos. Nele, ainda existia a saudosa "Cantina Bolonhesa", mas as ruas de Botafogo já haviam sofrido as intervenções do prefeito César Maia (Rio Cidade?). Tempos distintos o da Cantina e o da intervenção municipal, mas eles passam a coexistir na minha modesta literatura. Nesse conto, um sujeito (bem poderia ser eu, mas eu não me separei da minha esposa), recém-separado da mulher, encontra-se com uma policial de trânsito que pretende deixar a Corporação. Esses dois vagam por Botafogo até alta madrugada. Ah, sim, há um homem de cera na vida dela (por isso a imagem que escolhi), mas só lendo mesmo o conto para tentar situar na trama esse personagem sem existência.


17) Miriam Mambrini, escritora com quem divido uma amizade de mais ou menos 30 anos - amizade que celebramos com a criação do Estilingues - escreveu a orelha de "Qual é, solidão?". Acho que ela aponta características importantes da minha escrita. Coisa de leitora atenta - condição necessária para ser uma boa escritora, o que ela é.



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